Nossa História

Juntando Caquinhos

Eu sou a rainha dos ditados e de frases feitas que repito um milhão de vezes na minha vida. Costumo dizer que “só passamos o que precisamos passar”, mas cá entre nós, “a vida nem sempre é justa”.

“Só há duas maneiras de viver: da mais fácil ou da mais difícil. Então, ou encara os problemas sorrindo ou se lamentando”. Manter a sanidade e lembrar disso na hora que o calo dói é outra conversa.

Acho que a vida de todo mundo é marcada por divisor de águas, e são muitos no decorrer do caminho. E ele sempre chega arrastado por uma tormenta. Cacos pelo chão é o que sobra de sonhos, projetos e expectativas. Daí não há outra solução. O negócio é pegar uma pazinha, juntar os caquinhos e fazer algo com eles. Já faz algum tempo que não tento jogá-los fora. Descobri a duras penas que são como fantasmas que saem por detrás dos armários para assombrar nossos pensamentos e reavivar nossa memória.

Consegui fazer belos mosaicos com os restos de relacionamentos, de trabalho ou de crises financeiras. Mas preciso confessar que estou entulhada de cacos e com crise de criatividade.
Ontem acordei super deprimida. Passei o dia na cama, assistindo filme com o Diogo. Tenho quatro filhos e ele é o caçula, de sete anos. A energia que eu não consegui achar para me levantar da cama, ele tem em dobro. E é óbvio que ficou entediado com o sábado que passou.

No final da noite, a primogênita Marina, chegou em casa com um novo microondas. Eu não levantei da cama. O Diogo correu para a cozinha. Tentei dormir. Comecei ouvir barulho. Já irritada, fui conferir pronta para exigir silêncio. Me calei ao me deparar com o Diogo fazendo, com a caixa do microondas, uma casinha para Jolie, nossa gata tomba-lata. Deve ter ficado cerca de uma hora lá. E depois de um dia torturante para ele, foi dormir contente. Ele estava realmente feliz.

Tentei dormir de novo, mas não conseguia parar de pensar em como ele tinha dado a volta por cima. Como tinha sido fácil para ele. Como bastou apenas uma idéia. Não precisou de dinheiro, nem projeto, nem de mais ninguém. Já que eu não pude proporcionar um dia legal para ele, ele deu um jeito.

Foi aí que levantei da cama. Sem saber muito por onde começar. Pensei: “Começa do começo”. E eis aqui o resultado: SONHOS EM MOSAICO. Talvez o blog seja meu novo mosaico. Talvez me ajude a montar outros. Mas com certeza, escrever é um exercício de auto-conhecimento. Espero poder compartilhar algumas coisas com vocês. Rir e chorar. Vou ser chata às vezes, outras legal. Espero provocar, aprender, escutar, desabafar.

Seja você uma parte desse mosaico. Compartilhe suas impressões, sentimentos e opiniões aqui.

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