Razão & Emoção

razão emoção

Frustrações, sonhos destruídos, chances podadas. Falta emoção, saúde ou dinheiro. Todos somos tomados por situações adversas que nos tiram as forças, extinguem os estímulos e nos levam em doses homeopáticas (às vezes cavalares) à uma atitude passiva de aceitar o seguro, o certo ou, pior e mais comumente chamado, bom senso de viver de acordo com as regras.

Todas as vezes que saímos da linha temos que ter a consciência que estamos arriscando. Estamos botando a cara a bater com o risco de julgamentos (dos outros e dos próprios) e acima de tudo, que o tudo representado por nossas escolhas e esforço pode resultar no nada. Mas o nada, nada significa mesmo? Tentar e se arriscar já não é uma vitória mesmo quando a tentativa é frustrada? Não é um aprendizado?

Talvez eu esteja errada na minha maneira de ver o mundo, mas vida é bem dura em relação a escolhas incertas. Optar por um emprego novo quando o seu já te dá segurança, arriscar um relacionamento quando todas as probabilidades te dizem que vai fracassar, fazer uma viagem quando poderia comprar algo novo para as coleções de roupas, equipamentos e badulaques que acumulamos para aumentar nosso índice de aquisições…  Aquisições do que realmente necessitamos nesse exato momento da vida?

Você está feliz em seu emprego, em seu relacionamento, com sua vida regrada pela hora do trabalho, da manicure, do jogo de futebol com amigos e com a cerveja gelada que te anestesia no final de semana para suportar o reinício da rotina semanal?

Por que nos rendemos tantas vezes à pressão do que é o “certo” a fazer? Por que consumimos e trocamos nosso árduo trabalho diário, à custa de menos tempo com quem amamos, em detrimento à necessidade de viver com intensidade, em plenitude, em busca do que nossa alma realmente nos implora?

Os ídolos estão aí para reafirmar essa dúvida. Admiramos as pessoas que se sobressaem, que correm atrás de seus sonhos, que tentam matar a sede de arte, de risco, de inovação. Ídolos invariavelmente são pessoas normais que por algum motivo conseguiram nos inspirar por colocar em primeiro lugar a emoção, seja na música, na arte ou até mesmo em um projeto de trabalho. O que me deixa realmente incomodada, é o porquê a maioria de nós se sente despreparada para conseguir não só alcançar, mas simplesmente almejar tais objetivos?

Creio que a necessidade de sobrevivência muitas vezes grita mais alto, mas igualmente as pessoas se escondem nessa narrativa para desistir, encobertas por essas desculpas para não se sentirem justificativamente fracassadas diante de suas desistências. A sociedade te aponta e diz que está errada, que é uma pessoa sonhadora, inconsequente, irresponsável… Vários títulos para não te darem a chance de provar que ela sim é a fracassada. E não é essa mesma sociedade que vemos como injusta, errada, desequilibrada e fracassada no nosso dia-a-dia?

“Precisamos mais de emoção que de razão”
“O mundo precisa mais de gentileza”
“Sorria mais, ame mais, tenha mais amigos, mais amores”

Frase curtidas aos milhares no facebook diariamente. A sede de espírito das pessoas que muitas vezes só se revela através do polegar indicando a aceitação da afirmação. O sinal de positivo do facebook se tornou o mais atual símbolo de aceitação passiva.

Sei que não existirá nunca um mundo perfeito. Mas posso sonhar com ele. Onde todas as pessoas compartilharão seus talentos mais incríveis. Onde a emoção seja mais forte que a razão. A arte valha mais que negócios mirabolantes.  A sensibilidade seja mais forte que o preconceito. A generosidade seja mais comum que o egoísmo. É… sei que é impossível, mas sei também que para chegar mais perto desse Éden, precisamos mudar nossas atitudes, arriscar mais, baixar as armas e nos tornarmos mais fortes emocionalmente.

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2 pensamentos sobre “Razão & Emoção

  1. Querida Ceres ao ler seu texto, por ser eu uma pessoa que fiz e faço do meu caminho exatamente quebrando os formatos que você questiona nesse texto, digo por experiência, a vida só passa a ser uma vida humana quando nos tratamos como seres espirituais numa viagem de experimentação. Viver é inconstante no que se refere às relações interpessoais, só o que é constante é a necessidade das vivencias múltiplas em situações que nos desenvolva, nos tragam maior sensibilidade, compreensão do outro, estrutura emocional que nos trará _ sabedoria _ o que não acontece se nos mantivermos sentados numa zona de conforto estagnados dentro de qualquer nível de relação. Leia ‘Cora Coragem Cora Poesia’ (por sua filha Vicência Bretas Tahan), só pra citar uma mulher, uma brasileira ‘comum’ que fez seu caminho de forma incomum.
    Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
    Cora Coralina

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