Salve Jorge ou resgate sua consciência?

mulher abandonada

Brasil… Terra do futebol, do carnaval e das novelas. A televisão brasileira é reconhecida em grande parte do mundo e muito se deve à qualidade de filmagem, imagem e das tramas que prendem milhões de pessoas no horário nobre para acompanhar mocinhos e vilões.

Quando eu era mais nova cheguei a acompanhar algumas dessas histórias tomadas de paixões, traições e planos maquiavélicos. Hoje não me agrada mais. É, sou estranha rrsrsr Não gosto de novela, nem futebol, nem carnaval e pasmem… nem de chocolate. Mas me interessa de fato pensar o quanto essa mídia que tem um alcance tão grande pode influenciar pessoas, ocupar seus pensamentos e lotar o feed de notícias do facebook com o mesmo assunto. E sem mesmo assistir um capítulo da história, tomo conhecimento dos personagens mais odiados e mais amados e da popularidade que a história conquistou.

Glória Perez sempre procurou incorporar em suas tramas, uma campanha social. Não sei até que ponto ela tem sucesso na conscientização dos temas, mas é louvável pelo menos pela inciativa. Então, aproveitando a ocasião com o fim de “Salve Jorge”, separei essa campanha promovida em Atlanta, EUA, desenvolvida para a End It.

End It é uma ONG que lançou em 1º de fevereiro de 2013 uma campanha contra a escravidão que ainda assola o mundo. Segundo eles, há ainda 27 milhões de pessoas escravizadas no mundo todo, distribuídas em 161 países. São escravas sexuais, homens em fábricas e pedreiras, crianças forçadas a trabalhar… Verdadeira é a frase que aparece no site oficial da ONG: “Sabemos que nada vai mudar só por você ter consciência da escravidão nos dias de hoje, mas acreditamos que NADA mudará até você conquistá-la”.

A campanha levou para bem perto das pessoas a realidade chocante que foi usada na trama de “Salve Jorge”; o tráfico de mulheres. Dentro de um caminhão com paredes de vidro, mulheres foram transportadas em condições sub-humanas como se fossem animais. A campanha ainda chama atenção para o fato de que os traficantes de mulheres costumam buscar lucro em grandes eventos esportivos, ocasião que um grande volume de homens buscam casas de prostituições após as partidas.

Em um artigo de Luiz Eduardo Soares, antropólogo e cientista político, ele se refere à cegueira que desenvolvemos diante dos diversos problemas sociais com uma clareza que assusta:

“Como seria entrar num restaurante, numa noite fria, e levar consigo, dentro de você, a imagem do menino de rua, com frio e fome, desamparado? Aquele mesmo com o qual você topou na porta do restaurante. Como portar uma imagem que contrasta tão duramente com o aconchego que lhe dá prazer? (…)

Para nos proporcionar a indispensável paz interior, para nos apaziguar o espírito e devolver o mínimo indispensável de equilíbrio psíquico, nossa mente nos submerge em uma amnésia seletiva (…) é o preço a pagar pela modesta cota de felicidade que nos cabe. Eu sei que é ruim, é desagradável e ainda por cima soa cínico: como a felicidade de alguém pode sustentar-se em meio à desgraça (…) Mas é isso mesmo que acontece…

Se nos repugna esse filtro, essa forçada naturalização do inaceitável, essa resignação ao intolerável, muito bem, procuremos participar do esforço coletivo de mudança. (…)”

Salvemos nossa consciência!

Leia também: “Uma foto por dia no pior ano da minha vida” clicando na figura abaixo

One-photo-a-day-in-the-worst-year-of-my-lifeCurta também nossa fan page no facebookhttps://www.facebook.com/SonhosEmMosaico

Anúncios

Seja você uma parte desse mosaico. Compartilhe suas impressões, sentimentos e opiniões aqui.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s