Al Capones da Internet

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Facebook, e-mail, twitter, tumblr, BBB, blog, flickr, linkedin, foursquare, orkut, myspace, instagran… uff Ficaria dias e dias mencionando as redes sociais e programas que muitas vezes culpam a televisão pela alienação da população, mas que só se tornou um meio a mais para perpetuá-la. Muitas vezes sim, mas nem sempre…

Não estou aqui para condenar a internet, a tecnologia ou os meios de comunicação mais populares. Eu mesma sou adepta e admiradora de muitos deles. Tudo isso abriu um leque de oportunidades para o mundo. Temos acesso à informações, imagens e pessoas que antes eram inacessíveis. Podemos nos expressar e sermos ouvidos com uma facilidade que antes não existia. Isso é bom… é ótimo! Mas a rapidez de informação banal e apelo visual sobressaem nas mídias. Recebemos tantas informações e apelos que ‘diários’ se tornou uma palavra obsoleta. Rotação por minuto é a lei, se não for por segundo… É fácil se perder entre tanta diversão, curiosidade ou beleza.

Todas as formas de comunicação atuais são importantes. Elas refletem uma nova forma de viver, se comunicar e interagir com o mundo. Elas deveriam ser agregadas ao nosso conhecimento e não substituí-los. Não será possível trocar  😀 por um sorriso aberto, nem s2 por eu te amo olhado nos olhos, tão pouco poderíamos trocar lol por uma gargalhada contagiante. Uma curtida no facebook não é propriamente uma declaração de ‘estou a seu lado amigo’. Isso tudo reflete um ‘não tenho tempo’, ‘não posso esperar’, ‘preciso ver o que tá rolando’ e pior que tudo ‘preciso fazer parte disso’.

O facebook se tornou a maior rede social da internet e em um mundo onde curtidas e comentários passam a representar a importância de uma pessoa dentro de sua micro comunidade, elas se esforçam para participar de tudo que parece relevante. Pode ser o comentário do amigo que é popular, da página que tem não sei quantas curtidas ou compartilhando posts polêmicos que nem sempre representam a pessoa em si.

Sentir-se aceito é uma das principais necessidades de qualquer ser vivo. Mesmo entre os animais essa necessidade se representa através da adaptação e aceitação de hábitos comuns entre a maioria. Mas qual o preço que estamos pagando por isso?

Há cerca de um ano eu tenho planejado um comércio on line. E quando finalmente resolvi colocá-lo em prática, tive a certeza que usar a mídia social que mais influencia o mundo seria minha principal fonte de publicidade. Foi aí que fiz uma descoberta…

Pode ser de conhecimento de todos, mas para mim causou espanto, tristeza e uma sensação de que é muito improvável um fraco vencer o forte, o sincero ser bem visto diante de um demagogo ou um perfeccionismo ser mais interessante que um lugar comum. Descobri que a maioria (não todas, porque nesse caso me alegro de saber que há exceções) das comunidades populares compram fãs. Sim… compram! Numa ação totalmente “dentro da lei”, podemos comprar de 1.000 a 200.000 fãs para nossas páginas no facebook, blogs, sites, twitter e nem sei quais mais tantas outras. Basta ter dinheiro e a vontade e necessidade aliadas para querer buscar atalhos!

Ainda para parecer natural, podemos programar para que as curtidas ocorram de maneira contínua e sistemática sem que números exorbitantes apareçam de um dia para o outro. Quando você entra em uma fan page, pode visualizar quantas pessoas são fãs daquela página, mas não quem são… Se pudesse ver descobriria que a maioria pertence a países que tem outro idioma ou nem poderiam comprar os produtos. Mas… o simples fato das pessoas se depararem com um número que supera a casa do milhar influencia a massa da população a curtir, comentar, compartilhar e pior que tudo… admirar uma comunidade, empresa ou mesmo uma pessoa, simplesmente porque ela é popular. Aí que os sistemas tecnológicos inteligentes das redes sociais dão prioridade a tudo que é “preferência” do público. Assim essas páginas aparecem com mais frequência nos feeds de notícias, nos anúncios, nas pesquisas do Google e por aí vai.

Uma das coisas que mais me dasanimam é perceber que o empenho, o perfeccionismo, horas e horas diárias dedicadas a se superar em técnica e qualidade, não fazem diferença porque quem pode aparecer é quem tem dinheiro para tornar-se popular. É claro que dentre as inúmeras empresas e comunidades que compram esse produto “legalizado”, há as que possuem qualidade e que estão simplesmente se “adequando” a concorrência que existe no mercado.  Usando desse meio apenas uma ferramenta para pular degraus.

Mas até quando teremos que conviver com “Al Capones”? Até quando teremos que pagar pela proteção para podermos trabalhar em paz? Estou exagerando ou essa iniciativa nada mais é que “deixar seu comércio sobreviver ou destruí-lo”? Dinheiro gera dinheiro, fama gera fama e pobreza… bem pobreza só gera burocracia, dificuldade e inferioridade na concorrência desleal.

Talvez isso apenas seja um sinal para que eu desista. Talvez seja um estímulo para uma pessoa teimosa continuar lutando. Quem sabe será um alerta para lembrar da fábula onde a tartaruga vence a lebre? Mas talvez, não seria impossível pensar nisso, seja a hora de vender côco na praia e deixar os leões se matando na arena…

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2 pensamentos sobre “Al Capones da Internet

  1. Acho que vale a regra de “matar um leão por dia” Não desanimar, atirar para todos os lados e pegar o que for mais conveniente a seus propósitos.

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