Reencontro

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Construímos relações observando, tateando, compartilhando. Firmamos um contrato de sociedade assinado com olhares e sorrisos… Um contrato sem prazo determinado. Pode durar horas ou anos. Não é o tempo que dita a importância e o impacto de um convívio. Ou o quanto esse elo vai transformar quem você é. Há aqueles momentos de sorte também. É o tempo da revelação. É quase uma colisão nos depararmos com uma pessoa que realmente se faz especial. O amor anexa reconfortantes cláusulas ao contrato. Palavras certas, risadas espontâneas, segurança, cumplicidade, intimidade…

Relacionamento é uma tarefa sem final, impossível de se concluir. Muitas perguntas e poucas respostas, quase sempre equivocadas. Nascemos e morremos todo o tempo. Eternos seres em movimento. Nunca seremos capazes de conhecer uma pessoa completamente e nem as nós mesmos. Mudanças às vezes invisíveis nos transformam dia a dia, como estalactites no decorrer de anos com partículas que se acumulam criando uma nova forma, crescendo, surpreendendo. Essa obra de formação do ser humano não segue regras. Conviver é um caminho trilhado sem mapa e sem destino certo.

Relações intensas podem nos enfraquecer porque baixamos a guarda e ficamos vulneráveis. A confiança no outro é tão imensa e sedutora que nos sentimos aninhados em um invólucro blindado. Mas essa proteção é tão frágil quanto uma fina camada de gelo. Respostas evasivas, olhares que não se cruzam, sorrisos que se apagam, segredos que não existiam… pequenas fissuras que se alastram causando a ruptura. Então procuramos explicar o que antes era um sentimento que dispensava palavras. Um estranhamento doloroso entre pessoas que se modificaram e não mais se reconhecem.

Eu nunca acreditei em reconciliações. O que morre não renasce, mas pode dar espaço para o novo. Acredito em aprendizado. Ele pode surgir quando perdoamos o outro e nós mesmos pela sensação de fracasso. Quando deixamos de lado tudo que pensávamos conhecer sobre aquela pessoa e nos permitimos enxergá-las com todas as transformações pelas quais ela passou. Aceitar, respeitar e construir novas formas de se relacionar, essa é a arte do reencontro, onde amores se transformam em amigos.

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