Quando tiram palavras de nossa alma

12_30_12 Egon_Schiele

Em meio a tantos textos lugar comum referentes ao Novo Ano que guarda expectativas do que virá e muitas reflexões do ano que se passou, me deparo com essas palavras as quais me identifiquei e que admirei com a intensidade de quem tem sentimentos a compartilhar e não conseguiu expressar. E esse escrito descreve como mais uma vez me destroço em pedaços e me reconstruo. Não tenho vírgulas, aspas ou travessões para inserir nesse lindo texto que segue.

Em 2012 o mundo acabou. Amores partiram. Dores fortes surgiram no corpo e na alma. Aperto no coração, nó na garganta. Saudade… Dos que se foram, dos que ficaram, dos que moram ao lado mas estão ausentes… Decepções, provas não vencidas, frustrações, rompimentos, distanciamento, desafios aparentemente maiores que as nossas forças… 2012 foi um ano de perdas significativas para todos nós. Mas será que foi só isso? Não consigo pensar em uma época em que eu tenha crescido mais que nesse ano que se encerra. 

Foi um ano de crescimento intenso – e tenso. A dor é professora que nos mostra partes até então desconhecidas em nós. Nos mostra as partes fracas, doloridas, frágeis, feridas. Mas faz ressurgir a nossa força, faz reforçar a união, a solidariedade, a amizade, o amor familiar. Não é à toa que, paralelas a tantas perdas, tivemos também tantas vitórias. Conquistas sentidas com a mesma intensidade das perdas. 

Vivências opostas que, como todos os contrários, se completam. Uma existe ao lado e às vezes por causa da outra. E ambas as faces dessa mesma moeda: a força e a fragilidade, a tristeza e a felicidade, a escuridão e a claridade, a dúvida e o esclarecimento, a presença e a saudade, a perda e a conquista, a distância e a proximidade… Tudo isso faz parte de uma só realidade que devemos viver, juntos, conscientes, inteiros. Pois cada parte, seja ela considerada boa ou ruim, tem sua importância irrefutável na nossa história, tem seu papel no nosso crescimento, tem sua lição que devemos aprender para viver.

Assim são todos os anos, assim foram todos: com todas as faces da moeda.

Mas 2012 foi, diferentemente dos anos anteriores, vivido em sua completude, intensamente. Foi um abrir de olhos, uma experiência da alma. Como fechar os olhos já abertos? Como voltar a dormir depois de tudo isso? Não, não é isso que eu quero.

Por isso, para 2013 eu desejo plenitude. Desejo coragem para enfrentar, consciente, as perdas e as conquistas que virão. Desejo energia para perceber cada momento em sua forma completa, por todos os ângulos, todas as faces – pois são essas faces que compõem e moldam o que eu sou. Em 2013 eu quero SER.

Diana Almeida

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