Apocalypse Now – 1979

“O horror, o horror.”

Filmado em 1979, Apocalypse Now, é baseado na livro Heart of Darkness, de Joseph Conrad, e conta com atuações irrepreensíveis de todo o elenco, além da magnética presença de Marlon Brando, temos Martin Sheen, Robert Duvall, Dennis Hopper  e Harrison Ford no início de sua carreira. Coppola realizou uma das experiências cinematográficas mais arrebatadoras já feitas. Abaixo, segue o trailler original do filme.

O filme apresenta várias cenas marcantes que se passam na Guerra do Vietnã. A  abertura, uma das mais famosas do cinema, ao som de The End do grupo The Doors, é lenta e angustiante. E o filme repete essa lentidão em vários momentos, prolongando e aproximando a nossa angústia a de cada personagem. Igualmente inesquecível é a majestosa seqüência do ataque a uma aldeia vietnamita com os helicópteros dançando ao som de A Cavalgada das Valquírias, de Wagner. Simplesmente de tirar o fôlego. Outras ainda marcaram minha memória, mas estragaria a surpresa para quem ainda não assistiu o filme.

As filmagens de Apocalypse Now foram um pesadelo, com enfarte do protagonista, furacões e outros incontáveis problemas. Depois de vinte anos do lançamento, Coppola decidiu lançar sua versão definitiva para a obra, acrescentando quase 50 minutos de cenas; Apocalypse Now Redux.

No coração de todo homem há um conflito entre o racional e o irracional, entre o bem e o mal e nem sempre é o bem que sai vencedor.”

O exército ensina nossos jovens a matar e soltar bombas, mas os comandantes não permitem escrever “foda-se” nos aviões porque é obsceno.”

A história fala de um capitão, Willard, que recebe uma missão especial: encontrar e matar o coronel Walter Kurtz, um dos mais condecorados oficiais do exército americano, que parece ter enlouquecido e formado uma própria seita onde é tratado como Deus por seus seguidores. Willard e sua equipe partem em um barco ao encontro de Kurtz e de si mesmos. O filme lembra um  manicômio a céu aberto, uma vivência surreal que se encontra nos horrores de qualquer guerra.

“Você não tem o direito de me julgar. Tem o direito de me matar, mas não de me julgar.”

Apocalypse Now é uma jornada psicologicamente devastadora. Uma análise pungente sobre o frágil cordão que divide o nosso lado racional e irracional. É muito mais do que um filme sobre a estupidez da guerra, assumindo a posição de uma profunda reflexão sobre o ser humano e seus limites.

“Há dois de você: aquele que mata e aquele que ama.”

“Como você chama assassinos que acusam assassinos?”

É um filme de questionamentos e não de respostas. Todas as definições e idéias que fervilham na mente do espectador após as mais de três hipnóticas horas de filme saem através de nossas próprias percepções a respeito daquilo que nos é mostrado. Coppola não exige que todas as pessoas saiam com o mesmo pensamento após assistir ao filme, preferindo semear a reflexão do espectador através das frases e diálogos inesquecíveis – como os que intercalam esse texto.

“Eu assisti uma lesma rastejar pela lâmina de uma navalha e sobreviver. Esse é meu sonho. Rastejar pela lâmina de uma navalha e sobreviver.”

“Eu estava indo para o pior lugar do mundo e não sabia.”

Um dia esta guerra vai acabar. Para os garotos do barco, está bom. Eles não querem nada mais do que encontrar um caminho para casa. O problema é que eu já voltei e sei que aquele lugar não existe mais.”

Em meio a tanta insanidade e carnificina, o filme consegue ser poético tanto visual quanto contextualmente.

“Nós os cortávamos ao meio e depois dávamos um band-aid. Foi a maneira que encontramos de viver com nós mesmos.”

– Você é um assassino?

– Sou um soldado.

– Não é nenhum dos dois. É apenas um mensageiro, enviado para coletar uma dívida.”

 

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