O deslumbrante litoral português

Almoçamos o delicioso strogonoff regado a muita conversa. Vi Tiago, o inteligente filho mais velho, que estava muito mais descontraído e bonito, pois já passara pela fase desengonçada da adolescência, e a linda e intensa Juliana que me lembrara a personalidade sociável e divertida de Gabriela, minha terceira filha. Cheguei a sentir um pouco de tristeza de saber que a distância não proporcionaria a elas a oportunidade de viver a mesma experiência enriquecedora que vivera com meus primos durante a infância, pois devido a distância, mal conviveram.

Fábio e Daisy saíram comigo para eu conhecer o lindo litoral próximo à sua casa e as curiosidades locais. O dia nublado dera espaço ao azul do céu e subimos a belíssima serra de Cintra de carro, parando em Cabo da Roca, o ponto ocidental mais próximo do continente americano. Do alto, a visão do Atlântico era estarrecedora. O vento forte, a costa formada por pedras esculpidas pelo mar, a espuma das ondas que batiam, naquele dia, quase suavemente contra a encosta… era fascinante. Não tive coragem de chegar mais próxima do abismo que me seduzia com uma ordem que vinha de dentro de mim, pois minhas pernas doíam tanto que tive medo de perder o equilíbrio. À direita, no ponto mais alto, um típico farol com a torre listrada de branco e vermelho, nos presenteava com uma cena que inspiraria muitos pintores. Olhando aquele oceano gigantesco sob o céu azulíssimo do inverno português, pensei como somos pequenos diante da grandeza da natureza. Lembrei do dia, que sentada na praia de Boiçucanga, litoral norte de São Paulo, olhara o mar e pensara se um dia conseguiria cruzá-lo, imaginando todas as belezas que eram inalcançáveis para mim.

Descemos a serra já banhada pela luz de um sol que se aproximava mais da linha do horizonte, mas que proporcionava uma luminosidade rajada atravessando as árvores que formavam como uma cortina de renda, deixando transpassar vários feixes de luz que enfeitavam a estrada de curvas sinuosas com uma luz amarelada translúcida. Passamos pela baía de Estoril, observando seu lindo litoral. Tentava fotografar pela janela do carro. Paramos mais adiante na Boca do Inferno, um precipício, onde a força da água do mar esculpiu pontes naturais fragilizando o que parecia um muro natural de uma fortaleza naquela montanha rochosa. Um espetáculo da natureza! Lá havia uma pequena feira de artesanatos que não resisti e fui caminhar rapidamente, pois Fábio era um ótimo guia e anfitrião, mas diante da possibilidade de fazer compras, ele absorveu o mau humor dos maridos que acompanham as esposas ao shopping em busca de sapatos novos.

Desviamos um pouco da estrada litorânea onde pude conhecer um pouco do comércio local de Cascais, que me lembrou muito Ilha Bela, com suas lojas chiques, porém com cara de praia. Depois paramos em uma barzinho à beira-mar, onde fui  hipnotizada por um maravilhoso pôr-do-sol, entre uma cerveja gelada, muita risada e boa conversa.

No caminho para casa, conheci um pouco do charmoso bairro onde moram, bem planejado e muito limpo. As ruas carregavam a calma e tranquilidade das cidades interioranas de São Paulo. Paramos em um pequeno mercado próximo para comprar duas cervejas de litro e voltamos para casa, onde a conversa não tinha fim, pude acessar a internet para dar notícias à família, tomar um banho relaxante e finalmente dormir uma noite de sono em uma cama confortável, sem hora para acordar…

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