Trastevere, o próximo destino

Após algumas explicações de como se pagava e validava a passagem de ônibus, Francesco aos poucos vai relaxando e após minha primeira impressão, percebi que era só timidez…

O novo bairro a que estava sendo apresentada, nada se parecia com a Roma que eu conhecera até aquele momento. Acredito que era um bairro mais novo, pois a avenida era mais larga, as construções mais novas e mais modernas.

Não cheguei a me infiltrar pelas ruas do bairro, pois me hospedei na principal e linda avenida enfeitada por árvores de troncos largos, onde passava o trem que ligava o local a região próxima a Piazza Venezia. O apartamento era amplo e bonito, apesar de estar um pouco sujo e desordenado.

A janela do quarto onde dormi, apresentava uma vista para a estação ferroviária próxima e uma pequena montanha definia o horizonte, que salpicado de luzes, parecia um céu estrelado.

Francesco, assim como muitos que conheci na viagem, estava curioso sobre o Brasil. A visão de um país em crescimento econômico, como chance de um lugar melhor para viver, foi um fator comum em muitas conversas. E essas opiniões deixavam sempre no ar um desejo que talvez aqui fosse a terra da esperança para os europeus que estão sofrendo com a crise.

Diante de algumas perguntas sobre o comportamento da mulher brasileira e o nível cultural do povo, não pude disfarçar minha irritação e nem conter uma resposta um pouco ríspida. Percebendo minha insatisfação, ele polidamente desviou de assunto, oferecendo-me um penne ao pesto que ele mesmo cozinhara para jantarmos.

O jantar foi servido na pequena cozinha de paredes verde pistache. A mesa estava coberta por uma toalha de plástico estampada. Serviu-me um vinho branco não tão saboroso em um copo de geléia. A simplicidade do jantar não media o esforço no cuidado e na atenção oferecida.

Após ajudá-lo na arrumação da cozinha, fui dormir exausta. Para um dia que começou sem planos, eu tinha feito muitas coisas e acordaria cedo para sair junto com ele que iria para o trabalho às 7 horas. 

Eu ainda tinha dúvida se ia em direção ao Vaticano ou ao Coliseu. Era meu último dia ali e não queria perder nem a Capela Sistina, nem a oportunidade de conhecer o Coliseu por dentro, mas acabei optando por tentar as duas coisas, começando pela segunda opção.

Na frente do gigantesco monumento, eu me divertia com os homens fantasiados de centuriões que às vezes esqueciam a busca por clientes que quisessem tirar fotos com eles, e se entregavam a entusiasmadas conversas e elogios a qualquer regazza que passava por perto.

A manhã estava nublada e ventava bastante, mas quando entrei no Coliseu, o frio parecia emanar das gigantescas pedras que formavam as paredes da galeria interna. Os largos degraus levavam para onde eu iria ter uma das mais belas e assustadoras imagens de uma obra feita pelas mãos humanas…

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