Pantheon, uma janela aberta para o infinito

Escolhi aleatoriamente uma viela para seguir caminho. Antes de sair, examinara o mapa e até chegar a Fontana de Trevi, estava indo bem, mas fiquei completamente desnorteada depois que saí de lá.

Fui andando sem rumo, pensando em minha vida, em meus sentimentos. De vez em quando eu despertava para alguma cena pitoresca e para observar aquelas vitrines maravilhosas.

Em todos os lugares haviam muitos artistas de rua, mas ali naquela rua encontrei um músico tirando som de taças de cristal. Aquela cena me lembrou a infância, quando no Natal, minha mãe tirava do armário uma taça de seu casamento, a única do jogo que sobrevivera aos seis filhos. Meu pai falava sobre como era possível tirar som de uma taça e eu tentava com todos os esforços. Vez ou outra, assobiava disfarçadamente como se pudesse iludir uma platéia inexistente.

Fiquei ali por perto um tempo, observando pintores e desenhistas, ao som daquela melodia que se espalhava pelo centro histórico de Roma, entrecortada pelas vozes dos ambulantes a venderem seus produtos espalhados pelo chão sobre uma toalha.

Achei uma placa indicando o Pantheon. Entre casas, comércios e restaurantes, encontrei muitas ruínas que dividiam os mesmos espaços com harmonia e beleza. A visão do Pantheon não foi tão impactante como da Fontana de Trevi. Se eu tivesse passado antes, talvez tivesse sido diferente. Mas ao entrar, fiquei boquiaberta com a imponência daquela cúpula aberta que parece nos ligar da Terra ao infinito.

Na praça em frente ao Pantheon, muitos restaurantes ocupados por turistas, passeios de charretes à venda e lojas de souvenirs.

Entrei em uma pequena loja, a mais bonita que conheci em toda a viagem. Sua decoração imitava uma biblioteca antiga e os produtos eram todos de couro; cadernos, agendas e caixas que fechadas imitavam livros antigos e gastos enfeitando as altas prateleiras das estantes cuidadosamente arrumadas. Era como se eu estivesse em um cenário de um filme antigo, mas os preços eram bem atuais, dignos de uma zona turística. Bem… melhor guardar na memória do que na gaveta.

Depois passiei por aquelas ruas, onde se encontra algo lindo em cada esquina, mas eu seria repetitiva se fosse descrever tudo. A Fontana dei Quattro Fiumi também é inesquecível. Acabei voltando um pouco e caminhei em direção à Piazza Venezia pela Via Del Corso.

Uma das principais vias que atravessam o centro antigo de Roma, a Via Del Corso é ricamente ornamentada com várias construções barrocas, muitas atrações históricas e um paraíso para os amantes das compras.

Lentamente volto em direção ao hostel, já cansada de andar, mas a beleza é tanta que esqueci a dor nos pés e ocupei um pouco mais do meu tempo tirando fotos da igreja Santa Maria di Loreto e do Foro Traiano, que enfeitam ainda mais os arredores da Piazza Venezia, se é que isso é possível.

Voltei ao hostel para descansar um pouco e me arrumar para ir jantar com Marco, mas a fome era tanta que comi um pouco para enganar o estômago. Me deitei exausta, com dor nos pés,  mas me sentia em paz e contente. Era como se cada imagem, cada passeio, carregasse uma barrinha a mais da minha bateria.

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