Em direção à Fonte dos Desejos

Acordo tarde, mas descansada. Quando fazia meu plano de viagem, o roteiro de cidades, lugares a serem visitados, programas, decidi que faria tudo no ritmo que me desse prazer. Eu me recusaria a ficar preocupada de acordar cedo só porque “você tem que aproveitar ao máximo”. O faria do meu jeito. Um dos motivos dessa viagem é que eu precisava recarregar minhas energias e quem me conhece sabe bem que dormir era uma das maiores necessidades que eu tinha. 

O horário do café da manhã já tinha passado, então me alimentei bem com as compras que tinha feito no dia anterior. Três membros do grupo de mochileiros aos quais eu havia respondido o e-mail, voltaram a fazer contato. Acabei combinando com um deles, Marco, de me encontrar à noite, na porta do hostel para sairmos e comer alguma coisa. 

A simpática americana que dividia o quarto veio conversar comigo e isso rendeu boas gargalhadas de ambas as partes decorrentes das mímicas, caretas e palavras erradas que fazíamos na tentativa de nos comunicar, mas ela era uma presença agradável. Viajando há três meses, estava ansiosa para encontrar seu irmão que chegaria naquela noite. Ela era baixinha, mais que eu, o que é uma proeza! Olhos verdes, cabelo loiríssimo, curto e encaracolado. Usava um óculos redondo e se vestia de uma maneira engraçada, sobrepondo duas saias de cores diferentes e um lenço amarrado na cintura que caía de um lado só. Convidou-me para ir ao Coliseu com ela, mas optei por conhecer a Fontaine de Trevi e o Panteão. 

Era segunda-feira e o comércio estava aberto. Encontrei uma máquina digital para comprar bem próximo de onde estava hospedada. Passei muito perto da birreria que eu fora na noite anterior, mas assim como todos os outros lugares que conheci durante a noite, ao vislumbrar sob a luz do sol, causava surpresa, outras emoções e novas belezas. 

Mais adiante funcionava um comércio tímido e as vitrines das lojas eram decoradas com muito capricho e bom gosto, assim como pude comprovar no resto de Roma e das outras cidades que tive oportunidade de conhecer na Europa. Encontrei uma feira livre e caminhei por ela, sem encontrar a mesma energia das divertidas feiras do Brasil. Muitos produtos chineses, roupas, sapatos e poucas frutas, legumes e verduras. Valeu pela vendedora de alcachofras, uma senhora que aparentava cerca de 70 e poucos anos que resolveu me ensinar uma receita que eu não entendi. Ela se mostrou bem contrariada ao perceber que eu não levaria nada. 

Nessa caminhada até a Fontaine de Trevi, meu olhar foi seduzido pelas quatro fontes que me pareceram um pouco abandonadas, mas nem por isso menos encantadoras, que marcam os quatro vértices de um cruzamento. À esquerda, já na Via Del Quirinale, para onde me dirijo, a Igreja San Carlo alle Quattro Fontane expõe sua linda fachada. 

Passo pelo edifício da Presidenza Della Repubbica Italiana, lindamente cuidado e me deparo com La Fontana di Piazza del Quirinale, iluminada por um sol radiante. Desse ponto pude apreciar uma linda vista tendo como plano de fundo o Vaticano. 

À direita da Piazza Del Quirinale, onde fica essa fonte, há uma escadaria de largos degraus que desemboca em uma ruela estreita. Passo a passo o comércio de souvenirs aumenta, mas perco alguns minutos observando deliciada uma loja com uma grande vitrine que expõe abajoures estilo tiffany, que tanto me inspiraram na época que eu pintava cerâmica, mas que eu só conhecera através de livros. 

Os prédios com cerca de 4 ou 5 andares não permitiam que o sol banhasse a pequena ladeira estreita à direita, forrada por pedras, rodeada de pequenos restaurantes e de lojas exibindo suas bonitas vitrines. Muitos turistas atrapalhavam a passagem e pouco depois descobri porque. Há menos de 50 metros dali, me deparei com a Fontaine de Trevi…

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3 pensamentos sobre “Em direção à Fonte dos Desejos

  1. Pode continuar que está ótimo. Dá para ter uma clara idéia de sua viagem. Muito bom postar fotos que se relacionam com sua fala. Eu me senti LÁ!!! Só não deu para provar a cerveja Ceres. E eu que pensava que seu nome era originalíssimo!! Vamos continuar viajando??? Só não gosto da idéia de comentário Anônimo. Portanto sou a mama. Bjs

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