Acabo meu primeiro dia em Roma deliciando-me com a tradicional cerveja Ceres

Chegando no aconchegante quarto do hostel, a japonesa bonita não estava lendo, mas tampouco fez questão de perceber a presença de quaisquer outra pessoa que estava ao redor. As duas amigas conversadeiras arrumavam as malas para partirem no dia seguinte. As garotas que dormiam quando cheguei na noite anterior, já tinham ido embora e uma das camas estava sendo ocupada por uma outra americana que chegara naquele dia e era muito simpática. Assim que entrei no quarto ela me cumprimentou, levantou e tentamos conversar um pouco, apesar da barreira linguística que passara a ser uma questão que me frustava bastante.

Acessei a internet para dar notícias à minha família. Minha mãe se preocupara muito com essa minha aventura. Eu sabia que seu coração estava apertado e queria tranquilizá-la.  Em minha caixa de entrada do site de mochileiros, várias mensagens de pessoas se disponibilizando a andarem pela cidade junto comigo ou simplesmente para tomar um café ou uma cerveja 

Consegui responder alguns e-mails, mas em Roma seria difícil conseguir combinar algo, pois o tempo era muito curto e eu decidira comprar um número de telefone só quando chegasse na Espanha, onde passaria maior parte do tempo. A comunicação por e-mail era mais lenta, então não tive muita esperança de contactar muita gente.

Contatos feitos, notícias enviadas, pego a bolsa e saio para conhecer um pouco mais de Roma, atravesso a Via Cavour e entro no pequeno bairro em direção a bela e larga Via Nazionale, passando antes em frente a Piazza Del Viminale que encanta pela fonte bem iluminada.

Andando pelas ruas, me chamou a atenção o fato de muitas vezes não conseguir distinguir o novo do velho. As construções mais recentes – muitos prédios, vi poucas casas — confirmam, fortalecem e realçam a história da cidade. Intercalam-se entre construções mais antigas e todas as outras que se acumularam com o passar dos anos.

 A preocupação em manter o patrimônio histórico da cidade era evidente e me causou imensa admiração. Pelo que pude descobrir, o sucesso dessa harmonia entre as construções se deve a características muito frequentes na arquitetura do século XIX, que eu como leiga não vou passar pelo risco e vergonha de tentar descrever, porque não entendo nada de arquitetura, apesar de admirá-la com entusiasmo.

Passo por alguns restaurantes e birrerias que constantemente ocupavam as calçadas com suas mesas criando um ambiente convidativo e atraente. Aquecedores completam o cenário oferecendo conforto. Estava tudo muito vazio e após passar por vários lugares, crio coragem e me sento em uma birreria. O ambiente interno era muito bem decorado, com pôsteres vintage de propagandas antigas de cerveja e brasões que eu não tenho a menor ideia a que se referiam, mas preferi me sentar na calçada observando o vai e vem das pessoas.

É impossível não comentar… os italianos são lindos, elegantes e muito, muito paqueradores. Uma mulher sozinha também chama a atenção, então eu me divirto entre troca de olhares e cantadas que não entendo.

 

E é ali naquela birreria que passo as últimas horas do meu primeiro dia em Roma. Tomando uma deliciosa cerveja Ceres, paquerando italianos, conversando com o garçom e com um talentoso nigeriano que veio me oferecer suas esculturas feitas em madeira.

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