A caminho do hostel

Já eram quase 10 hs da noite do dia 25 de dezembro quando me aproximo de Roma. O trem chega e não sei se era o cansaço da viagem ou o lugar, mas nem de perto me encanto com a estação central. Estava bem vazia, apenas vagavam por ali mendigos e alguns poucos turistas que, como eu, desembarcavam naquele momento. 

As lojas estavam fechadas, só um McDonald’s aberto com um funcionário irritado passando pano no chão. Vou pedir informação a ele de como chegar ao hostel. Seu olhar “só me faltava isso a essa hora da noite” acompanhado de um ponto de interrogação gigante na testa, me fez agradecer pela ajuda e seguir caminho. Estava um pouco assustada, mas na pior das hipóteses eu teria que pegar um taxi, então me acalmei e fui em direção à saída que entre duas, escolhi aleatoriamente.

Ventava bastante e carregar mochila usando casaco não é nada confortável. Rio de mim mesma imaginando como eu estava desengonçada. Em frente a saída, alguns bares repletos de homens falando alto, visivelmente alterados pela bebida. Muitos nigerianos e indianos.

Páro e pego o guia que minha irmã me emprestou e tento me localizar no mapa. Olho para um lado, olho para outro. Totalmente perdida. Recorro às minhas anotações e encontro as indicações de como ir a pé para o hostel… Via Cavour… é essa que tenho que achar.

Me dirijo a única pessoa que encontro sozinha. O rapaz faz sinal que não me entende, mas se mostra disposto a ajudar. Entre mímicas e anotações no caderno, descubro que é da Turquia e nem italiano fala! Ufff Escreve um número em meu moleskine e aponta qual seria o ônibus que deveria tomar.

Agradeci, esperei ele sair de perto e fui na direção contrária. Não estava nem um pouco segura com a informação dada. Procuro a rua mais larga e central próxima a estação. Voilá! Via Cavour. Pronto, agora era só torcer para minhas anotações by Google Maps estarem certas.

A Via Cavour liga a estação Roma Termini a região do Coliseu. É uma via larga, começa mais chique e depois fica um pouco mais popular com suas lojinhas de souvenirs e restaurantes mais baratos. A caminhada até o hostel foi tranquila e agradável. As lojas dessa bela via estavam fechadas, mas haviam alguns restaurantes vazios a espera de clientes. Passei por alguns hotéis luxuosos iluminados por pisca-piscas natalinos, até chegar a imponente e lindíssima Basílica di Santa Maria Maggiore. Entro por uma ruela estreita à sua esquerda e em menos de 5 minutos estou em Via Sforza, onde fica o hostel reservado para duas noites.

Toco a campainha e nada. Bato na porta. Insisto. Nenhuma resposta… E eu que pensei que esse dia estava acabando…
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