Tenho Sede

Quero deixar o mundo lá fora

Quero meu corpo emaranhado,

Como um novelo sem chance de desatar os nós.

Quero as pernas trançadas

A troca de calor

O toque das mãos dadas

A boca entreaberta em súplica

Os lábios sedentos

Os sentidos aflorados

Minha pele em febre

Quero afogar-me no olhar profundo das promessas não ditas

E na esperança de alcançar a felicidade

De prendê-la em meu peito

Fonte de vida e prazer

Quero a voz que inebria

Quero a invasão concedida

A dança sincronizada das ondas do mar

Que vem e vão

Num ritmo cada vez mais frenético

Até chegar ao tremor forte

Que enlouquece a razão

O prazer imenso

A paixão intensa

Quero adormecer no peito

Sentir o cheiro que fica no ar

Quero sentir que tudo foi pouco

E que ainda tenho sede

Que só você pode matar

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