Pássaro Ferido

Ontem saí na varanda

Uma brisa fria refrescou o rosto

Meu olhar despertou

E contemplei a paisagem

Era um misto de tristeza e alegria,

Beleza e feiura

Como minha alma que se divide

Entre sonho e realidade

Diante de mim

Uma selva de pedra

Perigosa

Na dureza do asfalto

Falam mais alto as forças do homem

Do homem que detém o poder

A crueldade da competição

A mesquinhez do egoísmo

A inveja medíocre

A força do dinheiro

O tempo sempre esgotado

Sigo meu olhar até o ponto mais distante

Ali encontro o céu

Lua e estrelas

Disfarçadas pelas luzes da cidade

Então, percebo

Que não pertenço a esse lugar

É só uma piada de mau gosto

Um jogo comprido e cruel

Sou pássaro de asa ferida

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